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Naquele tempo, Pixinguinha

Naquele tempo é uma música boa de se tocar. Digo mais, é uma dessas músicas que vão insistentemente até a orelha do músico e lhe sussurram: “vamos, toque-me” : ), e acaba nos sendo impossível ignorar tal convite. Filippo Gambetta é grande amigo e grande músico italiano, um maestro do “organetto” – uma sanfona diatônica típica da música popular da Itália. Eita instrumento complexo! Você abre o fole, sai uma nota; você fecha, sai outra. Uma encrenca danada; mas Filippo o domina como poucos. Filippo Gambetta, organetto Marco Ruviaro, bandolim 10 cordas Esta é a primeira colaboração entre os Estúdios…

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Caminando, Atahualpa Yupanqui

Ampliando os horizontes sempre, fugindo um pouco do choro mas nem tanto assim, cá estamos eu e meu camarada Esteban Pavez com uma belíssima música de Atahualpa Yupanqui, um dos maiores nomes da música argentina. Canhoto como eu, Atahualpa também tocava o violão “do outro lado” : ) Já havia tempos que eu queria gravar uma Zamba, um tradicional ritmo do interior argentino (escusado dizer que, para além do nome, a Zamba nada tem a ver com o nosso Samba!). Eis que surge o Esteban que me ensina esta pérola do mestre Atahualpa e… voilà — era a música certa…

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Menina, amanhã de manhã – Tom Zé

Uma belíssima canção do compositor Tom Zé, escrita em 1972, que fala veladamente da ditadura militar (1964-1985). Choro de Rua convida Tatiana Valle para uma versão fresca e genuina a duas vozes de Menina, amanhã de manhã, canção em que emerge um Brasil que muitos não conhecem bem, uma raiz imersa na terra, densa e preciosa. Boa audição e boa reflexão! Tatiana Valle – voz Barbara Piperno – voz e flauta Marco Ruviaro – violão 7 cordas

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Tua imagem, Canhoto da Paraíba

Canhoto da Paraíba foi um gênio das cordas. Tocando ao contrário, com as cordas “ao avesso”, ele fazia o violão soar como ninguém — peculiaridade que não compromete em nada a sua genialidade musical; muito pelo contrário, exalta-a. A vasta obra musical de Canhoto da Paraíba extrapola o universo violonístico. Tua imagem, um choro-canção originalmente instrumental, recebe aqui uma bela poesia do Yure Romão, músico brasileiro radicado em Paris que tive o privilégio de conhecer há alguns anos nas rodas de choro parisienses. Yure Romão, voz e violão Marco Ruviaro, bandolim Nem precisa dizer que o vídeo fora gravado nos…

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Maxixe Sertanejo, Duo Baguá

Conversa com o Fernando de la Rua… “bora gravar alguma coisa? O Duo Baguá não fez nada nessa quarentena”. E eis que o Duo Baguá ressurge com uma composição minha dedicada ao próprio duo: uma bagunça de ritmos chamada MAXIXE SERTANEJO! Só ouvindo mesmo pra entender em que diabos aquele doido do compositor (Marco Ruviaro… ops, eu mesmo!) estava pensando. Brincadeiras musicais são exatamente o que o Duo Baguá faz o tempo todo, então essa música recebeu a dedicatória perfeita! E vídeo, como vocês já devem estar temendo, é mais uma bombástica produção dos Estúdios Chorísticos Irineu de Almeida! Marco…

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Acerta o passo, Pixinguinha

Obra-prima de Pixinguinha, uma bela polca chamada Acerta o passo – é preciso estar atento para, justamente, não perder o passo. Gravada nos Estúdios Chorísticos Irineu de Almeida (Bolonha, Itália), em janeiro de 2019, em ocasião da visita do violonista José Vicente a Bolonha. Rodas de choro, gravações, boa música. Marco Ruviaro, bandolim José Vicente Miranda, violão 7 cordas Essa polca-choro é bastante tradicional como estrutura, tonalidades, modulações etc. Porém, é uma pérola de composição sob qualquer aspecto: fluência melódica, surpresas harmônicas, contraste entre as diversas partes, enfim, uma obra-prima. Mais uma de Pixinguinha.

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Descendo a serra, Pixinguinha

Confirmado: pra descer, todo santo ajuda! Especialmente se for ladeira abaixo com esse fantástico maxixe do Pixinguinha, Descendo a serra! Nós do Choro de Rua aproveitamos a passagem pela Itália do Carlos Cesar, mestre dos batuques, vindo diretamente d’O Porto! Assistam e aproveitem para se inscrever no canal 😃 ah, e não deixem de ver o vídeo até o fim, pois rola uma espécie de ijexá que saiu sem querer no A derradeiro. Barbara Piperno, flauta Marco Ruviaro, violão 7 cordas Carlos Cesar, pandeiro

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Pranto de poeta, Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito

Quem nunca ouviu falar em Mangueira, bom sujeito não é : ) morro, escola de samba, bairro, estação de trem, berço de grandes nomes do samba, o nome Mangueira é recorrentemente homenageado no repertório do samba por mestres como Cartola, Carlos Cachaça, Nelson Cavaquinho e outros. A parceria Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito rendeu algumas pérolas que entraram para a história do samba; uma delas é Pranto de Poeta, uma homenagem à Mangueira e seus artistas. Os sambas do mestre Nelson caem sempre bem na voz do grande amigo e músico Rogerio Tavares, potiguar radicado em Bolonha! Para completar…

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