Músico
Desenvolvo intensa atividade musical como bandolinista e violonista não somente na Itália, onde resido desde 2007, mas em vários países da Europa.
Meus projetos atuais estão relacionados aos gêneros mais importantes da música popular brasileira, como Samba, Choro e Bossa-Nova, a saber:
» Bandolinista do Quarteto Jogral, com Roberto Taufic (violão), Simon Papa (voz e percussão), e Gilson Silveira (percussão e voz).
» Bandolinista do duo Choro na Manga, com o violonista italiano Fabrizio Forte;
» Violonista do duo com a soprano brasileira Patricia Endo (www.patriciaendo.com);
» Violonista do duo com a cantora brasileira Sabrina Mogentale;
História
O meu primeiro contato com música foi através do meu avô Cyro Tucunduva, o Chuvinha, que era solista de Choro de alguns regionais entre as décadas de 40 e 60. Aprendi algumas músicas ao bandolim quando tinha aproximadamente 5 ou 6 anos, notadamente “Conversa de Botequim”, um samba de Noel Rosa, e “Noites Cariocas”, um dos mais famosos choros de Jacob do Bandolim. Entretanto, a segunda parte deste choro eu não tocava completa, pois me perdia no trecho onde há uma breve modulação (a Mi maior)…
Apesar de ser o instrumento em que executei minhas primeiras notas, somente a partir de 2001 o bandolim voltaria a fazer parte da minha atividade profissional.
Em 1989, iniciei os estudos regulares de música, tendo aulas de guitarra e, posteriormente, violão, que se tornaria meu instrumento principal. Um grande incentivador foi meu tio Lino Tucunduva, que me ensinou a tocar algumas peças de violão solo, como por exemplo “Astronauta”, de Baden Powell. Apesar da minha formação solista, desenvolvo tanto repertório solo quanto camerístico, seja com o violão, seja com o bandolim.
Estudei ainda um dos meus instrumentos prediletos, o violoncelo. Tive aulas regulares por aproximadamente um ano e meio, até 2001. Entretanto, as atividades profissionais não me davam tempo para prosseguir com os estudos de violoncelo, então fui obrigado a abandoná-lo…
Tocando ao contrário
Por ser canhoto, mas especialmente por não ter recebido uma boa orientação desde o princípio, eu toco ‘de ponta-cabeça’, como dizem alguns amigos. Diferentemente do Canhoto da Paraíba, que empunhava ao contrário um violão destro, eu utilizo instrumentos totalmente adaptados.
No âmbito neurológico, há sérias controvérsias quanto a vantagens ou desvantagens dessa inversão; eu mesmo sou bastante cético. Na minha modesta opinião, limito-me a dizer — por experiência própria — que ambas as mãos de um canhoto podem aprender a fazer qualquer coisa, mas a mão esquerda (pelo menos a minha) sempre será capaz de fazer melhor.
Instrumentos
Violão Meu primeiro violão, assim como o de grande parte dos violonistas brasileiros, foi um Di Giorgio — que me fora emprestado por três grandes amigos, Paulo César, Edu e Neco — e é o instrumento com que estudei durante muito tempo. Em setembro de 1999, encomendei ao luthier paulistano João Batista um violão 7 cordas, com tampo de cedro, que utilizo até hoje.
Bandolim O bandolim que pertenceu ao meu avô é um Del Vecchio construído em 1974. Em abril de 2003, encomendei ao luthier Vergílio Lima (da cidade de Sabará, Minas Gerais) um novo instrumento, um bandolim de 10 cordas de excelente timbre.
Violoncelo Estudei violoncelo usando um instrumento de origem chinesa, com algumas partes modificadas pelo luthier Ivan Guimarães, de quem o comprei em novembro de 1998, junto a um arco de origem alemã, bastante razoável para estudo. Um novo cavalete foi feito pelo luthier Luigi Bertelli.
Guitarra Meu primeiro instrumento, de nível vergonhoso, não merece comentários. As duas guitarras que possuo são uma Finch Les Paul, utilizada no início de meus estudos, e uma Samick KR570, uma guitarra coreana de qualidade, digamos, bastante honesta. Apesar de distanciar-me cada vez maior da guitarra elétrica — processo que ainda continua em evolução — conservo ainda esses dois instrumentos, utilizados até meados de 1999.