Músico

Músico

Desenvolvo intensa atividade musical como bandolinista e violonista no Brasil e na Europa. Desde 2007, divido minha residência entre a Itália e aminha cidade natal, São Paulo. Meus projetos atuais estão relacionados aos gêneros mais importantes da música popular brasileira, como Samba, Choro e Bossa-Nova.

Choro de Rua (+info)
Marco Ruviaro, violão 7 cordas; Barbara Piperno, flauta.

Regional Matuto (+info)
Marco Ruviaro, bandolim; Fernando de la Rúa, violão 7 cordas flamenco; Marco Zanotti, pandeiro; Barbara Piperno, flauta.

Duo Baguá (+info)
Marco Ruviaro, bandolim; Fernando de la Rúa, violão 7 cordas flamenco.

New York Choro Duo (+info)
Marco Ruviaro, bandolim; César Garabini, violão 7 cordas.

Circolo Odeon
Marco Ruviaro, bandolim; Rocco Papia, violão 7 cordas; Marco Zanotti, pandeiro; Barbara Piperno, flauta; Tim Trevor-Briscoe, clarinete.

Brasileirices Choro Trio (+info)
Marco Ruviaro, bandolim; Roberto Taufic, violão; Gilson Silveira, percussão.

Trio Desvairada
Marco Ruviaro, bandolim; Denis Julien, violão 7 cordas; Luigi Gentile, cavaquinho.

Projeto Nem choro nem vela… Villa!
Marco Ruviaro, violão 7 cordas; Patricia Endo (www.patriciaendo.com), soprano.

Duo Feijão com arroz
Marco Ruviaro, violão 7 cordas; Sabrina Mogentale, voz.

Música em várias direções, como as cordas de um bandolim

Música em várias direções, como as cordas de um bandolim

História

O meu primeiro contato com música foi através do meu avô Cyro Tucunduva, o Chuvinha, que era solista de Choro de alguns regionais entre as décadas de 40 e 60. Aprendi algumas músicas ao bandolim quando tinha aproximadamente 5 ou 6 anos, notadamente “Conversa de Botequim”, um samba de Noel Rosa, e “Noites Cariocas”, um dos mais famosos choros de Jacob do Bandolim. Entretanto, a segunda parte deste choro eu não tocava completa, pois me perdia no trecho onde há uma breve modulação (a Mi maior)…

Apesar de ser o instrumento em que executei minhas primeiras notas, somente a partir de 2001 o bandolim voltaria a fazer parte da minha atividade profissional.

Em 1989, iniciei os estudos regulares de música, tendo aulas de guitarra e, posteriormente, violão, que se tornaria meu instrumento principal. Um grande incentivador foi meu tio Lino Tucunduva, que me ensinou a tocar algumas peças de violão solo, como por exemplo “Astronauta”, de Baden Powell. Apesar da minha formação solista, desenvolvo tanto repertório solo quanto camerístico, seja com o violão, seja com o bandolim.

Estudei ainda um dos meus instrumentos prediletos, o violoncelo. Tive aulas regulares por aproximadamente um ano e meio, até 2001. Entretanto, as atividades profissionais não me davam tempo para prosseguir com os estudos de violoncelo, então fui obrigado a abandoná-lo… mas, como o ímpeto por estudar coisas novas há sempre, e como variar é sempre bom, em 2013 comecei a estudar clarinete.

Tocando ao contrário

Por ser canhoto, mas especialmente por não ter recebido uma boa orientação desde o princípio, eu toco ‘de ponta-cabeça’, como dizem alguns amigos. Diferentemente do Canhoto da Paraíba, que empunhava ao contrário um violão destro, eu utilizo instrumentos totalmente adaptados.

No âmbito neurológico, há sérias controvérsias quanto a vantagens ou desvantagens dessa inversão; eu mesmo sou bastante cético. Na minha modesta opinião, limito-me a dizer — por experiência própria — que ambas as mãos de um canhoto podem aprender a fazer qualquer coisa, mas a mão esquerda (pelo menos a minha) sempre será capaz de fazer melhor.

Instrumentos

Violão Meu primeiro violão, assim como o de grande parte dos violonistas brasileiros, foi um Di Giorgio — que me fora emprestado por três grandes amigos, Paulo César, Edu e Neco — e é o instrumento com que estudei durante muito tempo. Em setembro de 1999, encomendei ao luthier paulistano João Batista um violão 7 cordas, com tampo de cedro, que utilizo até hoje.

Bandolim O bandolim que pertenceu ao meu avô é um Del Vecchio construído em 1974. Em abril de 2003, encomendei ao luthier Vergílio Lima, da cidade de Sabará (Minas Gerais), um novo instrumento, um bandolim de 10 cordas de excelente timbre. Em abril de 2012, ficou pronto uma verdadeira jóia: um bandolim 10 cordas, todo em faia, feito especialmente para mim pelo luthier Pedro Santos, da cidade de Guanambi (Bahia).

Clarinete Para dar uma variada e escapar da família das cordas, em setembro de 2013 meu camarada Tim Trevor-Briscoe me ajudou na compra de um clarinete: a escolha foi um Selmer S10, clarinete de fabricacão francesa datado de 1974 (escolha acertadíssima, vale dizer). De clarinete em mãos, sigo no esforço de aprender a tocá-lo e arriscando alguns choros nas rodas.

Violoncelo Estudei violoncelo usando um instrumento de origem chinesa, com algumas partes modificadas pelo luthier Ivan Guimarães, de quem o comprei em novembro de 1998, junto a um arco de origem alemã, bastante razoável para estudo. Um novo cavalete foi feito pelo luthier Luigi Bertelli.

Guitarra Meu primeiro instrumento, de nível vergonhoso, não merece comentários. As duas guitarras que possuo são uma Finch Les Paul, feita sob encomenda em 1991, utilizada no início de meus estudos, e uma Samick KR570, adquirida em 1996, uma guitarra coreana bastante honesta nos seus propeositos. Apesar de distanciar-me cada vez maior da guitarra elétrica — processo que ainda continua em franca evolução — conservo ainda esses meus dois instrumentos, utilizados até meados de 1999.