Copista

Copista

Desde 1995 trabalho profissionalmente com edição gráfica de partituras, sejam peças solo, camerísticas ou orquestrais. Eu organizo a minha rotina de trabalho da seguinte forma: análise da partitura, digitalização, revisão e diagramação.

Análise da partitura

A primeira etapa consiste na análise visual da estrutura da obra, das características musicais das seções, para em seguida escolher os procedimentos de digitalização. Por exemplo, pode ser mais lógico escrever um instrumento de cada vez, ou então uma grade orquestral inteira, compasso por compasso — cada partitura exige um procedimento específico.

Digitalização

Uma digitalização bem-feita só é possível com um profundo conhecimento da arte da escrita musical, senão torna-se praticamente impossível lidar com partes orquestrais, notação não-tradicional ou peças a várias vozes. Além disso, é imprescindível o domínio do software utilizado, Muitos erros e perda de tempo podem ser evitados se a digitalização for feita de acordo com os recursos oferecidos pelo software. Um notação equivocada na grade, por exemplo, pode gerar um problema em todas as partes instrumentais.

Beethoven, Opus 69i

Beethoven, Opus 69i

Revisão

Talvez a etapa mais importante. Equívocos durante a digitalização de uma partitura só podem ser detectados e corrigidos se o processo de revisão for feito com todo o cuidado. Do contrário, a informação escrita pelo compositor chegará distorcida ao músico que irá executar a obra.

Diagramação

Trabalhando como designer gráfico, aprendi que qualquer material mal diagramado será desagradável de usar e ruim de ler. A escolha de uma boa tipografia, a preocupação com a ordenação do espaço da escrita musical, as quebras de página nos momentos corretos, enfim, são inúmeros os fatores que caracterizam uma partitura bem diagramada.

Moral da história…

Essa organização é imprescindível, pois a execução bem planejada de um trabalho o deixa menos suscetível a erros. Infelizmente, há sempre muitos copistas — editoras incluídas — descuidados, despreocupados, desatentos talvez, que acabam produzindo partituras cheias de problemas, contribuindo para manter de baixo nível a edição musical no Brasil, que já é restrita e difícil.

Design gráfico
Esporadicamente, trabalho também como designer gráfico free-lancer, uma atividade paralela à música que me deu uma sólida formação técnica e profissional, fundamental para os trabalhos como copista. Desde 1994, quando iniciei a trabalhar na área, produzi centenas de trabalhos, incluindo jornais, boletins, folders e logotipos. Desde 2000, aventurei-me com design gráfico voltado para a internet, e desde então produzi sítios web para diversas áreas — educacional, empresarial, comercial e institucional. Alguns dos sites que desenvolvo e/ou mantenho atualmente:

www.sitiopolemico.com
www.choroderua.com
www.choronamanga.com
www.brunoruviaro.com
www.gritodosexcluidos.org
www.sportidea.net