Músico
Bandolinista e violonista, Marco Ruviaro desenvolve atualmente intensa atividade musical na Europa, onde reside desde 2007.
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Seus projetos atuais estão relacionados aos gêneros mais importantes da música popular brasileira, como Samba, Choro e Bossa-Nova, a saber:
» Bandolinista do duo Choro na Manga, com o violonista italiano Fabrizio Forte;
» Violonista do duo com a soprano brasileira Patricia Endo (www.patriciaendo.com);
» Violonista do duo 9 Cordas com a cantora italiana Giulia Firpo;
» Bandolinista do Quarteto Jogral, com Roberto Taufic (violão), Simon Papa (voz e percussão), e Gilson Silveira (percussão e voz).
História
O primeiro contato com música foi através de seu avô Cyro Tucunduva, o Chuvinha, que era solista de Choro de alguns regionais entre as décadas de 40 e 60. Marco aprendeu algumas músicas ao bandolim quando tinha aproximadamente 5 ou 6 anos, notadamente “Conversa de Botequim”, um samba de Noel Rosa, e “Noites Cariocas”, um dos mais famosos choros de Jacob do Bandolim. Entretanto, a segunda parte deste choro ele não tocava completa, pois se perdia no trecho onde há uma breve modulação (a Mi maior)…
Apesar de ser seu primeiro instrumento em absoluto, somente a partir de 2002 o bandolim voltaria a fazer parte da atividade profissional.
Em 1989, iniciou os estudos regulares de música, tendo aulas de guitarra e, posteriormente, violão, que se tornaria definitivamente seu instrumento principal. Um grande incentivador foi seu tio Lino Tucunduva, que lhe ensinou a tocar algumas peças de violão solo, como por exemplo “Astronauta”, de Baden Powell. Apesar da formação solista, Marco Ruviaro desenvolve tanto repertório solo quanto camerístico, seja como violonista ou como bandolinista.
Marco estudou ainda um de seus instrumentos prediletos, o violoncelo, tendo aulas regulares por aproximadamente um ano e meio, até 2001. Entretanto, as atividades com seus instrumentos principais não lhe permitiram prosseguir com o cello.
Por ser canhoto, mas especialmente por não ter recebido uma boa orientação desde o princípio, Marco toca ‘de ponta-cabeça’, como dizem alguns amigos. Diferentemente do Canhoto da Paraíba, que empunhava ao contrário um violão destro, Marco utiliza instrumentos totalmente adaptados.
No âmbito neurológico, há sérias controvérsias quanto a vantagens ou desvantagens dessa inversão; em sua opinião, Marco é bastante cético e limita-se a dizer — por experiência própria — que ambas as mãos de um canhoto podem fazer as mesmas coisas, mas a mão esquerda sempre será capaz de fazer melhor.
Violão Seu primeiro violão, assim como o de grande parte dos violonistas brasileiros, foi um Di Giorgio — que lhe fora emprestado por três grandes amigos, Paulo César, Edu e Neco — e é o instrumento com que ele estudou durante muito tempo. Em setembro de 1999, Marco encomendou ao luthier paulistano João Batista um violão 7 cordas, com tampo de cedro, que utiliza até hoje.
Bandolim O bandolim que pertenceu a seu avô é um Del Vecchio construído em 1974. Em abril de 2003, o luthier Vergílio Lima (da cidade de Sabará, Minas Gerais) lhe construiu um novo instrumento, um bandolim de 10 cordas de excelente timbre.
Violoncelo Marco estudou violoncelo usando um instrumento de origem chinesa, com algumas partes modificadas pelo luthier Ivan Guimarães, de quem o comprou em novembro de 1998, junto a um arco de origem alemã, bastante razoável para estudo. Um novo cavalete foi feito pelo luthier Luigi Bertelli.
Guitarra Seu primeiro instrumento, de nível vergonhoso, não merece comentários. Suas duas guitarras são uma Finch Les Paul, utilizada no início de seus estudos, e uma Samick KR570, uma guitarra coreana de qualidade honesta. Apesar de distanciar-se cada vez maior da guitarra elétrica, Marco conserva ainda seus dois instrumentos, utilizados até meados de 1999.